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A corrida por inteligência artificial (IA) elevou o volume de fusões e aquisições (M&As) a US$ 438 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 155% em relação ao mesmo período de 2025.
O relatório da WTW destaca 12 grandes transações acima de US$ 10 bilhões, o maior número trimestral desde 2008. Foram 56 negócios acima de US$ 1 bilhão e 215 transações acima de US$ 100 milhões, marcando o quinto trimestre consecutivo de crescimento.
Investidores europeus superaram o desempenho médio, enquanto os norte-americanos e da região Ásia-Pacífico apresentaram resultados inferiores. A demanda por fusões é impulsionada pela busca por tecnologias de IA.
Um estudo da Morrison Foerster revelou um aumento de 66% nas M&As no setor de tecnologia em 2025, com a IA como fator-chave. Apesar de balanços saudáveis, a executiva da WTW alertou sobre possíveis desacelerações devido a conflitos geopolíticos.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A intensificação na corrida para garantir avanços e recursos de inteligência artificial (IA) fez com que o volume de M&As atingisse um outro patamar no primeiro trimestre deste ano. Fusões e aquisições realizadas no período alcançaram o volume de US$ 438 bilhões, um aumento de 155% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Os números integram o monitor trimestral de desempenho de negócios da consultoria WTW. O relatório informa que foram concluídas 12 grandes transações acima de US$ 10 bilhões entre janeiro e março, o maior número trimestral desde o início do monitoramento, em 2008.
Cinquenta e seis negócios acima de US$ 1 bilhão foram concluídos no período, contra 40 no primeiro trimestre do ano anterior. Em todo o mundo, 215 transações acima de US$ 100 milhões foram fechadas, um aumento de 32% e o quinto trimestre consecutivo de crescimento.
As empresas que concluíram aquisições acima de US$ 100 milhões superaram seu índice em 2,5 pontos percentuais. A previsão da WTW para dezembro de 2025 apontava a demanda reprimida, as taxas de juros estáveis e mais de US$ 2 trilhões em capital de private equity não investido como fatores favoráveis para o novo ano.
Os compradores europeus tiveram um desempenho superior em seis pontos percentuais em 40 negócios. Os negociadores norte-americanos tiveram um desempenho inferior em 5,4 pontos percentuais em 117 transações concluídas, embora isso represente uma melhora significativa em relação ao quarto trimestre.
Os investidores da região Ásia-Pacífico ficaram 3,4 pontos percentuais abaixo do índice regional em 49 negócios, enquanto os chineses concluíram 21 transações, com a atividade continuando a se recuperar das mínimas de 2024.
Para Jana Mercereau, chefe de consultoria de fusões e aquisições da WTW na Europa, os investidores voltaram a buscar fusões com o objetivo de expandir as operações e garantir tecnologias que viabilizem a inteligência artificial. “As megatransações ressurgiram com força total.”
Pesquisa do escritório de advocacia americano Morrison Foerster, publicada no início de 2026, constatou que as fusões e aquisições no setor de tecnologia aumentaram 66% em relação ao ano anterior, atingindo aproximadamente US$ 1,08 trilhão em 2025, impulsionadas por transações relacionadas à inteligência artificial, infraestrutura de dados e segurança cibernética.
Um relatório da Samil PwC mostrou que cerca de um terço dos 100 maiores negócios globais anunciados no ano passado citaram a IA como um fator-chave. Ainda segundo a PwC, serão necessários entre US$ 5 trilhões e US$ 8 trilhões nos próximos cinco anos apenas para financiar a infraestrutura de IA.
Os resultados do primeiro trimestre consolidam uma base sólida. O relatório de 2025 da WTW mostra que foram 726 negócios acima de US$ 100 milhões em todo o mundo, com um valor total concluído de US$ 933 bilhões.
A executiva da WTW observou que balanços patrimoniais saudáveis impulsionaram as fusões a níveis próximos aos recordes, mas alertou que o conflito no Oriente Médio poderia desacelerar esse ritmo.
“A confiança nos conselhos de administração permanece forte, pelo menos por enquanto, já que os negociadores normalizam o elevado risco geopolítico e parecem determinados a superar os obstáculos”, disse Mercereau.



